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Fundou a Desktop com foco num mercado que ninguém disputava

1996. Sumaré, interior de São Paulo.

Denio Alves Lindo saiu da IBM com uma convicção clara.

As grandes operadoras olhavam para as capitais.
O interior estava desassistido.
E a internet que chegava às cidades pequenas era cara, lenta e ruim.

Ele enxergou nisso uma oportunidade.

Fundou a Desktop com foco num mercado que ninguém disputava.
Infraestrutura própria. Atendimento próximo ao cliente. Fibra óptica quando ainda era raridade no interior.

Por quase 25 anos, cresceu sem depender de fundo de investimento.
Sem capital externo. Só geração de caixa e reinvestimento.

Em 2020, o fundo americano HIG Capital entrou como sócio.
A Desktop acelerou.

Aquisições. Expansão. Novos municípios.

Em 2021, abriu capital na B3 com ações precificadas a R$ 23,50.

De 100 mil clientes em 2020 para 1,2 milhão em 2025.

O maior ISP independente de fibra óptica do estado de São Paulo.
Presente em mais de 200 municípios.
Faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2025.

Em março de 2026, a Claro anunciou a compra de 73% da Desktop por R$ 4 bilhões.

Foi a primeira vez desde 2014 que uma grande operadora adquiriu um provedor regional relevante no Brasil.

Analistas da XP definiram:
“Um dos movimentos estrategicamente mais relevantes no mercado brasileiro de banda larga nos últimos anos.”

Um ex-funcionário da IBM apostou no interior de São Paulo em 1996.
Trinta anos depois, construiu algo que a maior operadora do Brasil pagou R$ 4 bilhões para ter.

Thiago David

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